sábado, 13 de junho de 2026

Ir à missa, por quê?

 

IR “NA” MISSA - PARTICIPAR DA MISSA

 

            Talvez soe estranho “ir na missa”, mas é assim que a maioria das pessoas diz e entende o fato de estar presente na celebração da missa. Não é possível, em poucas palavras, falar da riqueza que é uma participação na celebração eucarística, no entanto, queremos refletir sobre alguns pontos que achamos importantes.

Por obrigação, por necessidade.

            Em tempos não muito distantes tinha-se a obrigação de “ouvir” missa aos domingos e dias santos como justificação. Hoje já não é mais a obrigação, porém difundiu-se bastante a ideia de que a missa é muito boa, e por isso, quando se precisa de uma graça pontual, a gente vai e pede na determinada intenção. E são tantas as necessidades ou pedidos que cada um tem. Outros, por não acreditarem muito, acham que é suficiente rezar em casa; ou até pedir para que outros o façam por eles.

            A obrigação, conforme a Igreja a propõe, não pode ser esquecida, principalmente para as crianças e os jovens. Ela é fruto de longa experiência pastoral, mas que não encontra mais eco em tempos atuais. Restam as diversas necessidades. Elas podem ser uma ocasião oportuna, sim; no entanto não podem ser o motivo último de se ir à missa.

Para participar

            Por ser batizado, todo cristão tem a graça de poder participar de tudo o que acontece durante a missa. Ele de fato está inserido no mistério que se celebra. E neste sentido, dizer “ir na missa”, expressa melhor o que estamos vivenciando.

            Nos diferentes ritos da celebração existem formas de participação: momentos de silêncio, de acolhida, de pedir perdão, de escutar, de rezar, de responder, de cantar; porém não pode faltar a união que se estabelece entre todos com o presidente ao dar graças em Jesus Cristo ao Pai na unidade do Espírito Santo.

            Tudo leva à Oração Eucarística que o presidente faz em nome de toda a assembleia reunida em “um só corpo e um só espírito”. O ministro ordenado, agindo na “Pessoa de Cristo”, conta com a “elevação do coração a Deus” dos fiéis presentes. Eles confirmam isso à ordem dele: “corações ao alto”, ao responderem “o nosso coração está em Deus”, e no fim dizem “Amém”. A partir de então, o presidente, em nome da Igreja, em Cristo, dirige-se ao Pai. Pede que este santifique as oferendas apresentadas com o envio do Espírito Santo para que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, assim como Ele o mandou fazer.

            É a ação de graças de Cristo, sua Vida, Paixão, Morte e Ressurreição, que é tornada presente de forma sacramental. E neste mistério, suplica-se o Espírito Santo aos que irão comungar do “Pão Eucaristizado”. Assim também o cristão, em Cristo, na força do Espírito, dá graças, participa da Eucaristia.

Rezar junto

            Rezar junto na missa é imensamente mais do que recitar algumas fórmulas. É acolhida, é saudação, é pedir perdão, é ouvir, é rezar (fórmulas), é cantar, é silenciar, é levantar, sentar, ajoelhar; mas é principalmente “estar presente” de corpo e alma. Mesmo que seja somente o presidente que está rezando na Oração Eucarística, o participante “reza junto” quando ouve e conscientemente reza em seu interior, com o coração elevado a Deus.

            Portanto, dizer que se vai “na” missa, quando é assim entendido, pode até ser mais correto do que usar outras formas de dizê-lo.

Pe. Mário Fernando Glaab.