IR
“NA” MISSA - PARTICIPAR DA MISSA
Talvez soe estranho “ir na missa”, mas é assim que a
maioria das pessoas diz e entende o fato de estar presente na celebração da
missa. Não é possível, em poucas palavras, falar da riqueza que é uma
participação na celebração eucarística, no entanto, queremos refletir sobre
alguns pontos que achamos importantes.
Por obrigação, por
necessidade.
Em tempos não muito distantes tinha-se a obrigação de
“ouvir” missa aos domingos e dias santos como justificação. Hoje já não é mais
a obrigação, porém difundiu-se bastante a ideia de que a missa é muito boa, e
por isso, quando se precisa de uma graça pontual, a gente vai e pede na
determinada intenção. E são tantas as necessidades ou pedidos que cada um tem.
Outros, por não acreditarem muito, acham que é suficiente rezar em casa; ou até
pedir para que outros o façam por eles.
A obrigação, conforme a Igreja a propõe, não pode ser
esquecida, principalmente para as crianças e os jovens. Ela é fruto de longa
experiência pastoral, mas que não encontra mais eco em tempos atuais. Restam as
diversas necessidades. Elas podem ser uma ocasião oportuna, sim; no entanto não
podem ser o motivo último de se ir à missa.
Para participar
Por ser batizado, todo cristão tem a graça de poder
participar de tudo o que acontece durante a missa. Ele de fato está inserido no
mistério que se celebra. E neste sentido, dizer “ir na missa”, expressa melhor
o que estamos vivenciando.
Nos diferentes ritos da celebração existem formas de
participação: momentos de silêncio, de acolhida, de pedir perdão, de escutar,
de rezar, de responder, de cantar; porém não pode faltar a união que se
estabelece entre todos com o presidente ao dar graças em Jesus Cristo ao Pai na
unidade do Espírito Santo.
Tudo leva à Oração Eucarística que o presidente faz em
nome de toda a assembleia reunida em “um só corpo e um só espírito”. O ministro
ordenado, agindo na “Pessoa de Cristo”, conta com a “elevação do coração a
Deus” dos fiéis presentes. Eles confirmam isso à ordem dele: “corações ao
alto”, ao responderem “o nosso coração está em Deus”, e no fim dizem “Amém”. A
partir de então, o presidente, em nome da Igreja, em Cristo, dirige-se ao Pai.
Pede que este santifique as oferendas apresentadas com o envio do Espírito
Santo para que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, assim como Ele o
mandou fazer.
É a ação de graças de Cristo, sua Vida, Paixão, Morte e
Ressurreição, que é tornada presente de forma sacramental. E neste mistério,
suplica-se o Espírito Santo aos que irão comungar do “Pão Eucaristizado”. Assim
também o cristão, em Cristo, na força do Espírito, dá graças, participa da
Eucaristia.
Rezar junto
Rezar junto na missa é imensamente mais do que recitar
algumas fórmulas. É acolhida, é saudação, é pedir perdão, é ouvir, é rezar
(fórmulas), é cantar, é silenciar, é levantar, sentar, ajoelhar; mas é
principalmente “estar presente” de corpo e alma. Mesmo que seja somente o
presidente que está rezando na Oração Eucarística, o participante “reza junto”
quando ouve e conscientemente reza em seu interior, com o coração elevado a
Deus.
Portanto, dizer que se vai “na” missa, quando é assim
entendido, pode até ser mais correto do que usar outras formas de dizê-lo.
Pe. Mário Fernando Glaab.
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